Não te amo, quero-te
As nuvens fizeram sobrolho, o silêncio murmurou e… Chove! O ar está mais leve, a brisa que sopra a espaços tem cada vez mais a pronúncia do norte, e a luz branca cinza faz adivinhar o Outono que caminha calmamente entre as gentes… e chove. A luz amarelecida da Brasileira anuncia um entardecer precoce. Lá fora, há quem corra para se abrigar; quem simplesmente corra; quem ande, ande calmamente à chuva. É tão bom. Caminhar em silêncio, sentir o cheiro da terra acabada de molhar… o chá e os scones barrados a conversa de tudo e de nada. Ter a alma confortada, abençoada, lavada. E lá está, ao fundo, o Tejo, silencioso, da cor deste céu desgrenhado. Os dias de Outono trazem poesia ao corpo ainda aquecido pelo sol de Verão.O tempo parou quando chegaste. Arrancaste esta pele de ausência, esta pele que há meses está tatuada pelo teu nome…Quero seduzir-te…Quero provocar-te com palavras, com o corpo… em gestos lânguidos, em gestos proibidos. Perco-me em carícias, desenho sensações…no meu corpo suado de prazeres antecipados.


2 Comments:
Os direitos de autora referiam-se apenas ao "butter darling". Toma nota, por favor:) Que deste tudo e nada de conversa que o tempo fez parar para um café, a minha pele está intacta e só deseja que sejas muito feliz. Beijo.
Muito bonito, muito pessoal, muito para alguém que devia ler tão bonita mensagem.
Beijinho
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